1º de maio na Colômbia: Petro pede apoio para uma assembleia constituinte em Medellín em meio a novas controvérsias
O Dia do Trabalho deixou um dia político intenso na Colômbia. Em Medellín, o presidente Gustavo Petro novamente pediu apoio para sua ideia de uma assembleia constituinte nacional e disse que "há apenas um caminho" para levá-la adiante. Do Park of Lights, ele enfatizou que sua proposta não busca alterar a Constituição de 1991.
A mobilização na capital Antioquia foi precedida por alertas do prefeito Federico Gutiérrez, que denunciou supostas irregularidades na chamada de 1º de maio e alertou sobre um possível "Tarimazo 2.0". O chefe de Estado também participaria dessa marcha, conforme anunciado.
O clima de tensão também foi alimentado por uma nova sobreposição do processo eleitoral. O advogado de Petro acusou o registrador nacional de supostas contradições sobre a entrega do código-fonte do software eleitoral e falou de "engano".
O registrador Hernán Penagos garantiu, por sua vez, que o código não pode ser exposto a ninguém por razões de cibersegurança, e especificou que apenas organizações internacionais e partidos políticos credenciados o conhecem.
Ao mesmo tempo, o Pacto Histórico chamou o Banco da República de "mentiroso" e o rotulou como aliado da direita, após questionar a veracidade de uma análise preparada por um investigador do Emissor, que ele descreveu como desinformação. O governo mudou sua agenda trabalhista.
O Ministro do Trabalho, Antonio Sanguino, anunciou uma nova política de "trabalho decente" com um investimento de 1,82 trilhão de pesos para a próxima década. Ele confirmou a aprovação da iniciativa e a preparação de um decreto para implementar um plano coletivo de reparação com as organizações sindicais.
Na área de direitos humanos, o Gabinete do Ouvidor alertou sobre 3.400 casos de violência contra mulheres sindicalistas e destacou que ameaças e desigualdades persistem. A entidade ressaltou a necessidade de garantir condições seguras para sua participação. No campo regional, o ex-ministro equatoriano Daniel Legarda alertou que a tensão entre Equador e Colômbia "saiu do controle" e está afetando empregos e comércio.
Na opinião dele, a situação está basicamente focada em um confronto entre os presidentes Gustavo Petro e Daniel Noboa. Além disso, um novo relatório da Transparência Internacional apontou que a Colômbia caiu sete posições no Índice de Percepção da Corrupção e permaneceu em 37 pontos, sem progresso em relação à média regional e ainda longe dos países líderes em transparência.
No plano político, o senador Iván Cepeda lançou uma piada à senadora Paloma Valencia enquanto defendia as conquistas do governo Petro, terminando com um "mesmo que você não goste." Foi mais um reflexo de um dia em que as ruas, anúncios e conflitos institucionais marcaram a agenda nacional.
